Música

Publicado em setembro 5th, 2016 | por Wagner Novaes

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Rock Station 2016 e o playback do Offspring

[Spoiler alert] Se você é do tipo de fã que se ofende muito com criticas a sua banda favorita, então esse post infelizmente não é para você. Continuar lendo pode te levar a grande chateação e talvez alguma revolta; então siga por sua conta e risco.

Rolou em São Paulo o Rock Station; mini festival que reuniu no Espaço das Américas 3 bandas com grande representatividade no cenário Punk Rock mundial. O Planeta Deles conferiu de perto, claro; e quem segue nosso instagram conseguiu curtir um pouco dos shows com a gente.

A casa abriu às 19h e a noite começou com show do Dona Cislene, banda nacional que fez bonito no palco e agitou quem conseguiu escapar do serviço e chegar mais cedo na casa.

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A segunda banda a se apresentar foi o Anti-Flag, uma das principais bandas de Punk dos anos 90 (e se você não está familiarizado com o som dos caras, recomendo fortemente dar aquela busca esperta no Spotify). Os caras mandaram muito bem! 70% dos espectadores não conhecia a banda e provavelmente só foram lá pra conferir mesmo o show do Offspring, mas esse passou longe de ser um show morno cheio de gente parada. Os americanos da Pensilvânia conseguiram fazer todo mundo interagir e curtir os hits mais famosos. Inclusive foi a banda que mais interagiu com o público, agitou rodas e exaltou a multidão com os discursos sócio-políticos que caíram como uma luva com a situação que vivemos no país.

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Mais tarde, já com a casa mais cheia, o Dead Kennedys se apresentou e não tem o que falar. Apesar da falta de credibilidade que os fãs old school costumam dar pro Skip Greer, vocalista da banda desde 2008, o show foi sensacional e contou com as maiores rodas e moshs da noite.

E por fim, o show mais esperado pela maioria. Offspring. E é aqui que começa a polêmica.

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Quem já viu um show ao vivo sabe que, por mais perfeita que seja a sintonia e técnica da banda, o som NUNCA é 100% igual ao que você escuta no álbum. A guitarra é mais suja, ruídosa. A voz é mais rouca. E na boa, é isso que faz o ‘ao vivo’ ser foda. Mas o que vimos na apresentação da banda principal da noite foi um som perfeito, limpo, sem um único ruído, falha ou pausa… Pouca foi a interação com o público e a maioria das músicas foi tocada sem um segundo de pausa, quase uma linha de produção. E aí começamos a escutar em diferentes momentos do show, de diferentes pessoas, o que ainda está martelando aqui na cachola. Esse show é um playback do Offspring?

Em 2013 quando os californianos se apresentaram pós Rock in Rio já tinha rolado essa polêmica mas pouco foi falado a respeito.
Se liga nos tweets da época:

Presenciar o show robótico foi um pouco frustrante. O que deveria ter sido o ponto alto da noite acabou parecendo produzido de mais, e que se não fosse por toda a nostalgia do público gritando a todos pulmões os refrões mais famosos, não daria pra dizer a diferença entre esse show e um dvd de greatest hits.

Não ta acreditando? Confere um trecho aqui, dá uma olhada lá para os 1:05 de vídeo quando a camêra dá um zoom. Esquisito hein:



 

Compare com essa live de 2014, isso sim é um vocal ao vivo:



(Assim que acharmos mais vídeos comprovando nossa tese, esse post será atualizado)

Pode ser que tenha sido em uma música ou duas? Pode ter sido o sampler de backing vocals? PODE, mas esta longe de ser um show de punk rock ou hardcore se existe essa possibilidade.

E aí? Você foi no show? Responde aí a enquete:


Eles precisam ter uma aulinha com o Bad Religion 😉

 

Fotos 89 fm

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Sobre o autor

Sempre acho uma banda nova para ouvir, vejo séries na velocidade da luz e assisto filmes quando estou dormindo no sofá.



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